A
Paraíba de outrora
A
escravidão praticava,
No
engenho de açúcar,
Onde o
negro trabalhava
Fabricando
a rapadura,
Com a
doce amargura
Do
branco que o açoitava.
A
nossa terra era rica,
Porém
com desigualdade:
O
negro sofria muito
No
campo e na cidade;
Vivia
de pés no chão;
Do
litoral ao Sertão
Sofrendo
sem liberdade.
Só
existiam a viola,
O
cordel e o pandeiro
Pra
decantar a cultura
Do
Nordeste brasileiro,
Uma
terra abençoada,
Muito
querida e amada
Por
todos no mundo inteiro.
A vida
era muito simples
No
campo e na cidade,
Porém
o povo era feliz,
Mesmo
na simplicidade,
Do
litoral ao Sertão,
Não
temia a ladrão,
Tinha
paz e liberdade.
A
Paraíba de agora
Tem
muita tecnologia,
Porém
na agitação,
Que
exige o dia a dia,
Tudo é
robotizado,
O povo
vive agitado,
Sem
paz e sem alegria.
Há
cultura e há teatro,
Música
e poesia,
Feira
de artesanato,
Festivais
de Cantoria,
Do
litoral ao Sertão
Que
nos enchem de emoção
E nos
dão muita alegria.
A
droga tomou de conta
Do litoral
ao Sertão;
Há
roubo e há tirania
Que
entristecem o cidadão.
Faltam
amor e bondade,
Gentileza
e caridade,
Humildade
e compaixão.
É
preciso que nós todos
Pratiquemos
a caridade,
Com
amor no coração,
Presteza
e fraternidade,
Para
que haja harmonia,
Muita
paz e alegria
No
seio da humanidade.
Autor: Poeta Hosmá Passos.
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