quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A SAUDADE É A REVIVÊNCIA DA FELICIDADE!

A SAUDADE É A REVIVÊNCIA DA FELICIDADE!

Você sabe me dizer
O que é mesmo saudade;
Se ela o faz sofrer
Ou lhe traz felicidade?

Se isso você não sabe,
Você precisa saber, 
Porque sem sentir saudade
Você não sabe viver!

Você guarda preso ao peito
Um vazio sem razão,
Que bate muito mais forte,
Quando agita o coração!

Saudade é fogo lento,
Que não cansa de queimar!
Quanto mais se tenta fuga,
Mais insiste em ficar!

É ausência que machuca,
Mas ensina a querer,
Pois só sente a distância
Quem aprendeu a viver!

Hosmá Passos.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A COMOVENTE HISTÓRIA DE UM VAQUEIRO

A COMOVENTE HISTÓRIA DE UM VAQUEIRO

1.
Vou contar para vocês
A história de um vaqueiro, 
De um vaqueiro do sertão
Do Nordeste Brasileiro,
Que foi posto para fora
Da fazenda tão ligeiro.
2.
Foi mandado sem motivo,
Sem causa e sem razão,
Deixando cavalo e gado,
Chapéu, perneira e gibão;
Saiu pelo mundo afora,
Sem rumo e sem direção.
3.
Despediu-se do cavalo,
Do curral e do mourão,
Da filha do fazendeiro,
Da fazenda e do patrão,
Levando apenas consigo
Saudade no coração.
4.
O patrão, arrependido
Do erro que cometeu,
Vendo a fazenda perdida
E o gado que morreu,
Tomou uma decisão
E o caso reverteu.
5.
Mandou logo um mensageiro
Ir chamar o rei do gado,
Dizendo dessa maneira:
“Tudo está desmantelado:
A vaca não dá mais leite
E o boi fugiu do roçado”.
6.
O vaqueiro foi arisco,
Mas atendeu o patrão,
Com o orgulho ferido 
E uma dor no coração,
Por causa do desaforo
Que teve na profissão.
7.
Ele pensava consigo:
O que é que o patrão quer,
É armadilha ou volta?
Vou desvendar o mister; 
Estou pronto para tudo,
Venha lá o que vier.
8.
Chegando lá na fazenda,
Ouviu o gado berrando,
O patrão estava atento,
Seu cavalo relinchando,
Reconheceu o vaqueiro,
Que estava ali chegando.
9.
Quando o vaqueiro chegou,
Viu um novo ambiente:
Não havia curral nem gado,
Nem janela, nem batente,
Lá na casa da fazenda
Tudo estava diferente.
10.
O gado chegou ligeiro,
Chega levantava o pó;
Cada rês se aproximava,
Num triste lamento só,
Como quem grita em silêncio:
“Por Deus, de nós tenha dó!”
11.
Disse o vaqueiro ao patrão:
“Vim atender seu chamado.”
Respondeu o fazendeiro,
Feliz e emocionado:
“Ainda bem que voltou
Para cuidar do meu gado!”
12.
“Desde que você partiu, 
Tudo é tristeza e penar:
Vaca não quer dar mais leite;
Bezerro não quer mamar;
E meu cavalo estimado
Não deixa ninguém montar.”
13.
Disse o vaqueiro: “Patrão, 
Eu já tenho outro lar;
Lutei demais nessa vida, 
Eu preciso descansar”,
Mas o gado o cercava,
Sem deixá-lo se afastar.
14.
Disse o patrão com firmeza:
“Dou-lhe o que precisar: 
Terra, riqueza e gado, 
Uma casa pra morar
E um cavalo selado
Para você campear.”
15.
“Reconheço o seu valor;
Fui injusto e muito errado;
Eu fui um patrão ingrato;
Esqueça o tempo passado;
Pelo gado, volte logo,
Que por você tem chamado.”
16.
Nessa hora, algumas reses
Já berravam no terreiro;
Era grande a comoção,
Naquele chão altaneiro,
Com o gado venerando
O seu único vaqueiro.
17.
Disse o vaqueiro chorando:
“Já não mando no meu peito:
Vou cuidar de cada rês,
Vou fazer tudo perfeito,
Deixando o patrão feliz
E o gado satisfeito!”
18.
Aboiava e o gado vinha;
De todo canto surgia
Boi pintado, boi malhado,
Cada qual lhe respondia,
Com respeito e emoção,
Muito amor e alegria.
19.
Aboiando, ele narrava:
“Estou aqui outra vez;
Agora, se Deus quiser,
Não morre nenhuma rês;
Seu querido rei voltou 
Para cuidar de vocês!”
20.
Chegou ligeiro um garrote,
Coxo, fraco e atrasado,
Que, no tempo de bezerro
Foi ferido e maltratado;
Veio no fim do rebanho,
Mas também foi abraçado.
21.
Cheirou os pés do vaqueiro
E começou a chorar;
Se esfregava no cavalo,
Como quem quer conversar:
Era uma prova viva 
Do amor que sabe cuidar. 
22.
O vaqueiro enxugou o rosto
E falou à vacaria; 
Já o patrão, vendo a cena,
Sentiu paz e alegria;
Chamou amigos e fez festa
Para celebrar o dia.
23.
Vaqueiro, que é vaqueiro,
Zela o gado como irmão;
Vai ao campo todo dia
Por dever e por paixão;
Quem não gosta de vaqueiro
Não tem Deus no coração.
24.
Fica aqui essa lição
Para patrão e vaqueiro:
Respeito é melhor que ouro,
Prata, marfim e dinheiro;
Quem honra o rei do gado
É um herói brasileiro!

Hosmá Passos.

Piancó, Paraíba, Brasil.
1 de fevereiro de 2026.

GONZAGÃO: ETERNO SÍMBOLO MUSICAL DO NORDESTE BRASILEIRO!

GONZAGÃO: ETERNO SÍMBOLO MUSICAL DO NORDESTE BRASILEIRO! 1. No Nordeste do Brasil,  Se destaca Gonzagão;  Se destaca como Rei, Rei imortal d...